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Silêncio momentâneo, gaguejo e cabeça baixa. Essas foram as primeiras reações do zagueiro David Braz ao citar o caso do meia Rafael Longuine que perdeu os pais e a tia em um acidente de carro na noite de segunda-feira. Em apoio ao camisa 17, Braz fará o possível para marcar o seu sétimo gol no Pacaembu para dedicar a Rafael.
– Sei que não vai diminuir a tristeza, mas é para ele saber que estamos juntos com ele – começou a desabafar em entrevista ao LANCE!
O veículo da família Longuine colidiu com uma carreta na rodovia BR-376 em Alto no Paraná. Além dos parentes do atleta, o motorista do caminhão também morreu. O jogador foi dispensado por tempo indeterminado.
Querido pelos amigos de profissão, David afirmou que fará o possível para resgatar a alegria do meia aos poucos. Além de citar a importância que Longuine tem ao grupo e a forma que ajuda a equipe, mesmo sem atuar.
– Ele merece, vai precisar muito do nosso apoio. É um momento difícil. Sem palavras para ele e para o que aconteceu. Vamos fazer o possível para trazer essa vitória pra ele. É um cara que traz alegria para o vestiário e dentro de campo. Ele é importante para o grupo em todos os sentidos. Dentro ou fora de campo, mesmo que não venha atuando, traz apoio, é um cara que nos incentiva. É um homem de confiança do professor e de todos nós, jogadores. Vamos fazer o possível para ajudar ele, apoiar e resgatar a alegria dele aos poucos. Se Deus quiser vamos trazer essa vitória para ele – explicou de forma chateada.
O técnico Dorival Júnior também demonstrou estar bem abalado durante a entrevista coletiva nesta terça-feira com a situação. Além de lembrar os momentos em que os familiares do jogador frequentaram o CT Rei Pelé, o treinador lembrou a importância do meia. No entanto, tentou ressaltar o compromisso desta quinta-feira, no jogo contra o Santa Fe, no Pacaembu, às 21h45, pela Libertadores.
-É um ser humano fantástico. Os familiares dele estavam frequentemente no clube. É uma pessoa muito querida pelo grupo. A grande maioria tem relacionamento próximo com ele. É uma tragédia terrível. Todos estamos muito abalados, mas não podemos fugir do compromisso. É obrigação estarmos preparados – explicou o comandante.